sábado, 23 de maio de 2009

Gosto disto tudo...

Gosto da minha vidinha.

Gosto daquele que me ajuda a passar pelos maus e pelos bons momentos de maneira que mais ninguém consegue. O que me ouve como se fosse eu própria do outro lado a ouvir-me desabafar. Que me canta Rui Veloso e me emociona. Que toda a gente adora e eu o adoro ainda mais porque me pertence. Sim, sou egoísta e quero-o só para mim. É o meu melhor amigo e a melhor pessoa que já conheci. Gosto das tardes na caminha com ele e de ver os mesmos programas sem discutir... Ou não.

Gosto dos meus meninos.

Gosto daquela que veste uma t-shirt dos Nirvana (e nem dessa geração é), do que usa uma dos AC/DC (e nem dessa geração é) e do que me confessa que adora Roger Waters (e nem dessa geração é) e que inventa histórias de amor que dão para o torto. :P

Gosto daquela que se ri das minhas piadas. Gosto do que já viajou pelo mundo inteiro e me fascina com as histórias. Gosto das que me fazem perguntas e querem aprender coisas novas todos os dias.

Gosto daqueles que discutem. Gosto dos que me perguntam por que já vou embora. Gosto daquela que troca a ordem das letras nas palavras, da sua inocência e delicadeza. Gosto daquelas duas que me entendem e me ensinam muitas coisas. Gosto daquele que me pisca o olho todos os dias. Gosto do que vai à sala de propósito para me cumprimentar.


Gosto dos meus amigos.

Gosto daquela que me sabe ouvir e me dá sempre os melhores conselhos. Que está sempre bem disposta e sabe ser mulher e sabe ser criança e sabe divertir-se. Que está SEMPRE bem vestida, independentemente das condições psicológicas, físicas, atmosféricas, etc. (LOL). Que me quer bem e que eu admiro ‘milhões à frente do Alverca’. Que me ensinou a viver, à sua maneira.

Gosto daquela que enfrenta tudo com medo e que depois se surpreende com a vida porque não sabe o valor que tem e que, no fundo, é um ser humano fascinante. Que é uma das pessoas mais peculiares à face da Terra. E que espera três horas para fazer a digestão antes de tomar banho, nem que seja por rebuçadinho.

Gosto daquela que não me desilude. Que vem comigo jantar ao restaurante chinês porque ela mesma me viciou naquilo. Hehe. Que luta por tudo na vida. Que está comigo há tanto tempo e ainda sabe ser como quando nos conhecemos. Que tem o melhor espírito e não merece que a magoem.

Gosto daquela que me conhece desde pequenina. Que faz as melhores piadas. Que tem mais sabedoria e sensatez do que aparenta. Do seu jeito pragmático, da sua ironia, dos seus pensamentos, dos seus presentes, das suas partidas. Das lembranças que levo dela para onde quer que vá.

Gosto daquela que me faz chazinho quando me sinto mal. Que me admira secretamente por tudo o que consegui até hoje. Que me gaba pelas costas e me critica pela frente. Que sei que posso contar com ela para sempre e da qual nunca me vou ver livre.

3 comentários:

  1. Sim Senhora...! Texto mai lindo. Não é toda a gente que tem coragem para escrever uma coisa destas online. E foi a primeira vez nestes anos todos que te vi dizeres uma coisa tão bonita em relação à Senhora do cházinho. Continua a dar-lhe duro. Hasta G

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  2. Mt bem amiga, gostei muito do teu blog :)
    continua assim. es a pessoa mais determinada, forte, corajosa, espectacular k conheço.. adoro te por tudo o k es e por tudo akilo k m fazes ser.
    bigada plos conselhos e pla amizade k eu kero k seja cada vez mais forte..
    adoro te muito :)

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  3. Pois eu adoro aquela que gosta mais de mim do que eu próprio. Que me protege de mim mesmo e luta para fazer de mim uma pessoa melhor. Adoro adormecer com ela. Adoro quando acorda e me acorda a meio da noite porque volto a adormecer com ela. Adoro beijar-lhe a testa quando saio e a deixo a dormir. Adoro vê-la dormir. Adoro vê-la dançar. Adoro como se entusiasma ao contar-me as pequenas coisas que a fizeram sorrir ao longo do dia. Adoro como, mesmo estando longe, não deixa de partilhar essas pequenas coisas. Adoro quem sou quando estou com ela. Tambem adoro a minha vidinha, porque ela faz parte dela. Adoro quando estamos juntos. O resto do tempo sinto-o como uma interrupção, um entretanto, cuja memória é apenas uma névoa cinzenta.

    Amo-te muito.

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